Economista diz que países já pensam em tratamentos disruptivos de lixo
Arie Halpern é economista e empreendedor com foco em inovações e tecnologias disruptivas.
 

Um dos grandes problemas do mundo contemporâneo é o excesso de lixo produzido nas cidades, fazendo com que esses resíduos se tornem um problema econômico, ambiental e de saúde pública. Uma pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de dez bilhões de toneladas são produzidos todos os anos no mundo. Felizmente, diversos países como a Alemanha e o Japão estão utilizando tecnologias disruptivas para mudar esse cenário para melhor. Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovações disruptivas, explica um pouco dos processos utilizados por esses países para evoluir o tratamento de lixo.

Alemanha é campeã mundial em reciclagem e reaproveitamento 
A Alemanha é líder mundial em tecnologias e políticas de resíduos sólidos, com os índices de reaproveitamento mais elevados do mundo, e pretende alcançar, até o final 2020, a recuperação completa dos resíduos sólidos. Terá zerado, se conseguir, a necessidade de envio aos aterros sanitários (hoje, o índice é inferior a 1%). Desde junho de 2005, a remessa de lixo doméstico sem tratamento ou da indústria em geral para os aterros é proibida no país.

Entre 2002 e 2010, o total de resíduos domésticos produzidos no país caiu de 52,8 milhões de toneladas para 49,2 milhões de toneladas. Mais importante ainda é o destino dado a esse lixo: em 2011, de acordo com o Eurostat, órgão de estatísticas da União Europeia, 63% de todos os resíduos urbanos foram reciclados na Alemanha (46% por reciclagem e 17% por compostagem), ante uma média no continente de 25%. Na Europa, aliás, 38% do lixo acaba em aterros sanitários; na Alemanha essa média é virtualmente zero, graças, em grande parte, ao fato de que 8 em cada 10 quilos de lixo não reaproveitados são incinerados, gerando energia. "O que a Alemanha vem fazendo é totalmente disruptivo, porque muda a relação da sociedade com o lixo, transformando-o de problema em solução", comenta Arie Halpern.

Um outro dado é ilustrativo da evolução do país nesse campo: em 1970, a Alemanha tinha cerca de 50 mil lixões e aterros sanitários; hoje, são menos de 200. Toda essa cadeia de gestão de resíduos emprega mais de 250 mil pessoas. Estima-se que 13% dos produtos comprados pela indústria alemã sejam feitos a partir de matérias-primas recicladas. Várias universidades oferecem formação em gestão de resíduos, além de cursos técnicos profissionalizantes.

Japão investe em estratégia eficaz e limpa
Na década de 1960, o Japão teve um grande crescimento econômico após a 2ª Guerra Mundial que ficou conhecido como "milagre econômico japonês". O país sede viu então diante do desafio de encontrar um destino para o lixo. Com uma área territorial pequena e 127 milhões de pessoas vivendo no país - uma densidade de 337 habitantes por quilômetro quadrado, o terceiro maior entre os países com grande população decidiu que reduzir o volume de resíduos sólidos levados aos aterros era imperativo.

O Japão tornou-se um dos países mais avançados na área. Em 1970, entrou em vigor a Lei de Gestão de Resíduos, primeiro passo em direção ao atual sistema, que envolve toda a cadeia da produção e encaminhamento do lixo, seguindo o princípio "reduzir, reciclar e reaproveitar". O transporte foi aperfeiçoado com um sistema de estações de transferência, onde o lixo é comprimido e passa de caminhões pequenos ou médios para veículos coletores maiores.

O Japão possui mais de 1,2 mil plantas em atividade, a maioria dentro do conceito de alto controle de poluição e alta eficiência energética e com isso conseguiu reduzir as emissões de poluidores de usinas de incineração em 985, desde 1997. A coleta seletiva e a reciclagem são incentivadas por lei desde 1995, o que fez o país investir em alta tecnologia também para o reaproveitamento de materiais. As garrafas pet produzidas nas usinas japonesas são 100% de material reciclável, reduzindo em 90% o uso de novos plásticos e em 60% as emissões de dióxido de carbono. A resina é usada também em material de construção, móveis, equipamentos e utensílios.

"Para melhor reciclar os eletrodomésticos, o Japão dispõe de fábricas onde cada peça é desmontada e suas partes separadas, manualmente, entre plástico, metal e outros componentes", explica Arie Halpern. "Esse é um nível de cuidado com os resíduos que poucos países têm."

Estocolmo e a coleta a vácuo subterrânea
A Suécia é um país rico, desenvolvido e bem pequeno, mas gera uma quantidade relativamente alta de lixo de 1,6 kg por dia per capita. Por isso, a gestão de resíduos sólidos vem sendo encarada, já há algumas décadas, como prioridade.

Uma das mais inovadoras iniciativas começou em 1996 em Estocolmo, a capital, onde 100% dos domicílios contam com coleta seletiva. As residências são atendidas pelo sistema Envac, em que lixeiras conectadas a uma rede de tubos subterrâneos conduzem os resíduos a uma área de coleta. Um sensor detecta quando a lixeira está cheia e, por vácuo, o lixo é sugado até o local de acumulação de resíduos, onde é realizada a coleta seletiva.

Sacos de lixo podem ser depositados, a qualquer momento, nos coletores de recicláveis e não recicláveis. Pela sucção, os sacos viajam a uma velocidade de 70 km/h pela rede subterrânea de tubos. Ao chegarem à central, são separados e compactados em contêineres, de onde seguirão para reaproveitamento, compostagem, incineração etc. O ar que circula no sistema de tubos ainda passa por filtros antes de retornar à atmosfera. O Envac também pode ser visto pelas ruas de Estocolmo e de outras cidades importantes, atendendo prédios comerciais e áreas públicas. Hoje são mais de 700 sistemas instalados em diversos pontos, atendendo locais como hospitais, aeroportos, cozinhas industriais e fábricas.

"As vantagens são claras, pois os diferentes tipos de resíduos não são misturados durante a coleta; o número de caminhões de lixo em circulação é menor; a poluição sonora e atmosférica é reduzida; e, finalmente, há uma economia de 30% a 40% dos gastos municipais com o serviço de coleta", diz Arie Halpern. 

Informações: DINO – Divulgador de Notícias, site Terra


Fonte: Site Prof Resíduo de 16/07/2016 (http://www.profresiduo.com/news/1903/6/economista-diz-que-paises-ja-pensam-em-tratamentos-disruptivos-de-lixo) 


A presente publicação possui caráter exclusivamente informativo, não contém qualquer opinião, recomendação ou aconselhamento legal da Gerais Solidificação a respeito dos temas aqui abordados. 

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