Oito são acusados de irregularidades em aterro sanitário de Campo Grande
A Justiça Federal analisa uma denúncia feita pelo Ministério Público Federal sobre suspeita de irregularidades na licitação e na obra do aterro sanitário de Campo Grande.
 

O aterro sanitário Dom Antônio Barbosa II, hoje com toneladas de resíduos sólidos, foi construído ao lado do antigo lixão de Campo Grande, na região sul da cidade. A obra começou em 2007 para ser concluída em um ano, mas foi paralisada durante três anos e meio. Uma obra que, segundo o MPF, gerou prejuízos aos cofres públicos de R$ 867.670,89.


A devolução desse dinheiro está sendo cobrada em uma ação civil pública que chegou à Justiça Federal no início de abril. O MPF cita três atos de improbidade administrativa: direcionamento e fraude na licitação, superfaturamento e pagamento indevido na execução da obra do aterro e autorização ilegal de uso do aterro sanitário.

A ação movida pelo Ministério Público apresentou provas baseadas em auditorias feitas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e em uma investigação da Polícia Federal (PF). Foram reunidos documentos desde 2005, quando a prefeitura de Campo Grande assinou dois convênios com o governo federal para o repasse do dinheiro da obra do aterro sanitário. Na licitação, o custo foi estimado em R$ 4,9 milhões.

Em 2006, a prefeitura da capital sul-mato-grossense abriu concorrência para contratar a empresa responsável pela obra. Segundo a CGU, havia irregularidades desde o edital de licitação, o que comprometeu a livre participação de empresas interessadas. Restrições e cobranças em desacordo com a lei das licitações. Entre as empresas eliminadas da concorrência indevidamente, estava a que apresentou o menor preço. Os auditores concluíram que foi um ato injusto e sem argumentação clara que custou quase R$ 200 mil a mais para os cofres públicos. Para o MPF, houve manipulação do processo, já que a comissão de licitação não aplicou o mesmo rigor à empresa vencedora ao exigir o cumprimento das cláusulas do edital.

Uma das principais irregularidades está na impermeabilização do terreno. Imagens feitas pela PF em 2012, durante uma vistoria na obra, mostram que as mantas que protegem o solo eram de qualidade inferior à contratada. O estudo de impacto ambiental recomendou, no lixão, o uso de manta com 2 milímetros de espessura. Porém, a fiscalização constatou que foram instaladas mantas de 1 milímetro e de 1,5 milímetro.

O mestre em tecnologia ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Ariel Ortiz Gomes Martins, explicou que a consequência de uma geomembrana mais fina é a maior facilidade de ruptura ou maior risco de ocorrer infiltração, a entrada de chorume no subsolo, contaminando a água subterrânea. “Dependendo da movimentação, você pode então ter a ruptura, porque você tem veículos pesados se deslocando ao longo das células do aterro”, afirmou Gomes Martins.

Além da movimentação de máquinas, também são levados em conta os trabalhos de compactação do lixo e o peso dos resíduos.

A auditoria do governo federal constatou que a prefeitura contrariou os laudos técnicos, que indicavam geomembranas de dois milímetros, e reduziu essa espessura sem fazer novos estudos ambientais. A licitação e o contrato com a empresa exigiram a instalação de mantas de 1,5 milímetro. No aterro, um dos funcionários da Anfer disse à PF que o material tinha a espessura contratada. Mas durante a perícia, os técnicos da Polícia Federal encontraram parte das mantas com apenas 1 milímetro, metade da espessura ideal.

Os peritos concluíram que a empresa agiu de má-fé e que, diante das denúncias, começou a substituir o material. Além de receber dinheiro para instalar um produto de melhor qualidade, a empresa Anfer também é acusada de cobrar pela manta, valores acima dos de mercado. Na análise dos documentos, os auditores da CGU apontaram ainda que a prefeitura emitiu indevidamente a licença prévia e as licenças de instalação do aterro e que a licença de operação foi assinada antes da conclusão da obra.

O engenheiro civil Antônio Fernando de Araújo Garcia foi preso em 2010 e indiciado pela PF durante a operação Uragano, que investigou um esquema de fraudes a licitações na prefeitura de Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande. Em 2006, ele já tinha sido indiciado na operação Caixa Preta, acusado de desviar mais de R$ 7 milhões dos cofres públicos nos serviços de reforma do aeroporto de Corumbá, a 444 quilômetros da capital sul-mato-grossense.

 

Fonte: Portal G1 /  http://glo.bo/1oiWdJx

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